O arquitecto Álvaro Siza Vieira é o vencedor do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2010, revelou hoje o Júri da 3ª edição do galardão.
Álvaro Siza Vieira é uma das referências mais marcantes da arquitectura e da cultura contemporâneas. Nascido em Matosinhos em 1933, Siza Vieira estudou arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1949 e 1955, sendo a sua primeira obra construída em 1954. Tem uma vasta obra arquitectónica de projecção nacional e internacional que tem merecido vários prémios e condecorações de reconhecimento.
O Museu de Serralves, o Pavilhão de Portugal na Expo 98 e o projecto de renovação do Chiado são alguns dos projectos mais conhecidos publicamente. Também elaborou, nomeadamente, o projecto para o Centro Meteorológico da Vila Olímpica, em Barcelona, e para o Museu de Arte Contemporânea da Galiza, em Santiago de Compostela, Espanha. Ou ainda, os projectos da Faculdade de Ciências da Informação em Santiago de Compostela; da reitoria da Universidade de Alicante; e do Edifício Zaida, em Granada
No ano passado, Siza Vieira recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura em reconhecimento da sua obra e da sua actividade como cidadão. Em 1988 recebeu a Medalha de Ouro de Arquitectura do Conselho Superior do Colégio de Arquitectos de Madrid, a Medalha de Ouro da Fundação Alvar Aalto, o prémio Prince of Wales da Harvard University e o Prémio Europeu de Arquitectura da Comissão das Comunidades Europeias/Fundação Mies van der Rohe. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Esta tarde, em Lisboa, receberá o grau de doutor honoris causa pela Universidade Técnica de Lisboa pelo contributo para o prestígio e dignificação da cultura portuguesa.
O Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, instituído por Portugal e por Espanha em 2006, de periodicidade bienal, tem como finalidade distinguir um autor, pensador, criador ou intérprete vivo, ou ainda uma pessoa colectiva sem fins lucrativos, que, por intermédio da sua acção na área das artes e cultura, tenha contribuído significativamente para o reforço dos laços entre os dois Estados e para um maior conhecimento recíproco da criação ou do pensamento.
O Prémio consiste, para além da quantia pecuniária de setenta e cinco mil Euros, a suportar em partes iguais pelos dois Estados, na atribuição de um troféu da autoria de Fernanda Fragateiro.
O Júri desta 3ª edição do Prémio é constituído, em representacao de Portugal por Clara Ferreira Alves, jornalista e escritora, João de Melo, escritor e Manuel Graça Dias, arquitecto, e em representacao de Espanha, por José Manuel Diego Carcedo, jornalista, Fuensanta Nieto, arquitecta e Pilar del Río, jornalista, pela parte espanhola.
Na primeira edição, em 2006, o Prémio foi atribuído ao português José Bento, e em 2008 (segunda edição), o vencedor foi o espanhol Perfecto Cuadrado.