Exmo. Senhor Ministro e Secretário de Estado,
Exmos. Senhores Director e Subdirector da Cinemateca Nacional,
Minhas Senhoras e Meus Senhores:
Durante os seus cinquenta anos de existência, a Cinemateca transformou-se numa instituição cultural de referência nacional e internacional.
A sua acção no domínio da promoção do cinema tem sido fundamental para mostrar e ensinar hoje a ver cinema, não apenas clássicos, mas também obras contemporâneas e de vanguarda, desenvolvendo assim uma acção que pretende contaminar todo o público e dar-lhe a possibilidade de contactar, e se construir e entreter, e ter prazer com o que se tem feito em cinema.
A constituição formal de um espaço de arquivo, inaugurado em 1995, permitiu consubstanciar e alargar ainda mais a vocação da instituição.
O Arquivo da Cinemateca é a prova material de que o cinema também é património. Um património único e insubstituível, não apenas na área da ficção mas também na área documental.
É neste arquivo, e nos documentos com imagens em movimento aí depositados, que podemos analisar muita da história dos nossos últimos cem anos. Constitui este, sem dúvida, um acervo precioso para investigadores, historiadores e para o público em geral.
A constituição e consolidação deste arquivo coloca também questões colaterais, como a da necessidade de se instituir legalmente neste domínio, com a maior brevidade, o depósito legal neste domínio.
É esta uma questão premente, pois este depósito legal permitirá preservar o cinema produzido e exibido em Portugal e a nossa memória e a nossa identidade.
Não posso concluir sem recordar a figura do primeiro director da Cinemateca, o Dr. Manuel Félix Ribeiro, que esteve indelevelmente ligado a esta instituição entre as décadas de 50 e 80, e do Dr. Luis de Pina.
Também quero, muito especialmente, agradecer o trabalho e dedicação postos na construção e afirmação da Cinemateca nas últimas décadas, desde 1980, pelo seu actual director, o Dr. João Bénard da Costa, a quem aproveito para atribuir a medalha de Mérito Cultural.