A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, expressam o seu pesar pelo falecimento de Malangatana Valente Nguenha, o carismático pintor moçambicano que deixa um legado de intervenção e criação cultural de grande expressão no mundo lusófono e de reconhecimento internacional.
Malangatana nasceu em Marracuene (Maputo, Moçambique) em 1936 e é um dos pintores lusófonos mais conhecidos em todo o mundo. Em 1997, foi nomeado pela UNESCO "Artista pela Paz". Em Portugal, recebeu a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
A sua criatividade expressou-se também através da poesia e dos contos da tradição oral africana, além do envolvimento cívico na criação de instituições culturais de que são exemplos o Museu Nacional de Arte ou o Centro de Estudos Culturais e um centro de formação para a juventude.
A pintura de Malangatana, inequívoca herdeira e transmissora de um legado africano, manifesta um arrojo de formas de grande intensidade visual e pictórica onde a vida sublinha a integração do ser humano na natureza, conjuga símbologias de modernidade e de progresso e estabelece a síntese da arte com uma visão política, através de uma linguagem universal.